terça-feira, 30 de agosto de 2011
Recado deixado nas asas da alma.
Tens o vigor retido de correnteza retesada em acanhada garrafa, tens a incidência solar na ponta dos dedos e à disposição, mas raramente amanhece , dentro da noite de sua solidão . Tens veemência , tens substância e inteligência e no entanto se relega ao curso determinado , olhas os ponteiros girarem, impassível. Tens Hessiana coragem , pés talhados a grandes caminhadas , mas preferes repousar sua mente em estreita varanda , os olhos vidrados na mortiça vizinhança enquanto o mundo arde a espera de sua combustão improvável, pois és inflamavel e não queima. Tens a si e ignora , no cimo cego de sua majestade . Roga aos céus nobreza que lhe transborda . Cega , a ignora e roga em rouco clamor liberdade , enquanto suas asas arcam em inconsciente semi-vôo abreviado pelo choque no gesso do teto de seus supostos limites...
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Um comentário:
Que bonito!
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